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Nossa Abordagem

Cada avaliação que realizamos vem do mesmo conjunto de ferramentas diagnósticas utilizado na gastroenterologia acadêmica.

Os sintomas digestivos funcionais e mecânicos estão entre as apresentações mais comuns, e menos avaliadas, da medicina. Não porque a ciência não exista para explicá-los, mas porque os exames específicos necessários raramente estão disponíveis em um consultório padrão. A GI Diagnostics existe para preencher essa lacuna, como um recurso dedicado a exames para pacientes e para os médicos que os tratam.

Exame Diagnóstico 01

Teste Respiratório para SIBO

Teste Respiratório com Lactulose para Hidrogênio e Metano
Critérios Diagnósticos de Roma IV
Diretrizes de Consenso Norte-Americano

O supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO) está entre as explicações mais comuns, e mais frequentemente subdiagnosticadas, para sintomas digestivos crônicos. O teste respiratório é o padrão não invasivo para detectá-lo, e o padrão dos resultados importa tanto quanto os números em si.

Método
Teste de provocação com lactulose, dispositivo de grau clínico
Duração
2–3 horas no estúdio
Gases medidos
Hidrogênio (H₂) e Metano (CH₄)
Preparo
Dieta de baixa fermentação prévia, jejum de 12 horas

O intestino delgado é projetado para ser relativamente estéril. Quando as bactérias migram do cólon para cima, o resultado é a fermentação de carboidratos antes que possam ser absorvidos corretamente. O gás produzido é detectável na respiração exalada.

Hidrogênio versus metano: por que a distinção importa
Padrão
Associação Clínica
Predomínio de hidrogênio
Fezes soltas, SII com predomínio de diarreia, distensão, saciedade precoce
Predomínio de metano (IMO)
Constipação, trânsito lento, distensão abdominal que não se resolve
Padrão misto
Hábitos intestinais alternantes, distensão independente do padrão das fezes

A produção de metano é classificada como Supercrescimento de Metanogênicos Intestinais (IMO) segundo as diretrizes de Roma IV. A distinção em relação ao SIBO com predomínio de hidrogênio é clinicamente relevante: respondem a intervenções diferentes e são tratados de forma distinta.

Indicações Comuns

Pacientes com distensão, gases, desconforto abdominal, hábitos intestinais irregulares, ou sintomas que pioram após as refeições, especialmente refeições ricas em carboidratos. Também indicado quando um diagnóstico prévio de SII não foi explicado por uma investigação estrutural, ou com histórico de cirurgia intestinal, distúrbios de motilidade, ou uso prolongado de antibióticos ou IBP.

Exame Diagnóstico 02

Painel de Má Absorção de Carboidratos

Lactose · Frutose · Sacarose
Teste de Provocação Específico por Substrato

O teste de má absorção de carboidratos baseado na respiração substitui dietas de eliminação e suposições por dados objetivos e quantitativos sobre a função enzimática e de transporte.

Método
Teste de provocação específico por substrato
Duração
2–3 horas por substrato testado
Substratos disponíveis
Lactose, Frutose, Sacarose
Preparo
Restrições específicas por substrato, jejum de 12 horas

Este painel mede algo específico: a capacidade do intestino delgado de digerir e absorver determinados carboidratos. Não é um painel imunológico nem de IgG. Mede a função enzimática e de transporte que determina se um substrato é absorvido ou fermentado.

Por que cada substrato é testado de forma independente
Substrato
Mecanismo e Apresentação
Lactose
Insuficiência da enzima lactase. Distensão, cólicas, fezes soltas entre 30 e 120 minutos após laticínios. Frequentemente parcial, não completa.
Frutose
Insuficiência do transportador GLUT5. Distensão e fezes soltas após consumo de frutas ou alimentos ricos em frutose. Dependente da dose.
Sacarose
Deficiência de sacarase-isomaltase. Frequentemente não diagnosticada. Desencadeada por açúcar de mesa, amido, alimentos processados.
Indicações Comuns

Qualquer pessoa que suspeite que determinados alimentos desencadeiam seus sintomas mas não consiga confirmar um padrão claro. Especialmente relevante quando os sintomas seguem as refeições mas variam de forma imprevisível, ou quando uma dieta de eliminação prévia produziu alívio incompleto.

Exame Diagnóstico 03

Estudo com Cápsula Sem Fio de Motilidade

Análise do Tempo de Trânsito Digestivo Completo
Mapeamento Regional do Trânsito
Telemetria Sem Fio de Motilidade

A cápsula sem fio de motilidade é a única forma de medir objetivamente com que rapidez, e em quais segmentos específicos, o conteúdo se movimenta pelo trato gastrointestinal. Ela distingue apresentações que parecem clinicamente idênticas mas exigem tratamentos diferentes.

Método
Cápsula sem fio ingerível, dados regionais contínuos
Duração
Coleta de dados de vários dias, atividade diária normal
Regiões mapeadas
Esvaziamento gástrico, intestino delgado, trânsito colônico

A cápsula captura dados contínuos enquanto percorre cada região do trato digestivo. As mudanças fisiológicas que ela detecta ao longo do caminho permitem a identificação precisa dos tempos de trânsito regionais, dados que nenhum teste respiratório, estudo de imagem, ou diário de sintomas consegue gerar.

O que os tempos de trânsito regionais revelam
Região
Significado Clínico
Esvaziamento gástrico
Normal: 2–5 horas
O esvaziamento retardado provoca náusea, saciedade precoce, distensão. O esvaziamento rápido produz sintomas do tipo dumping.
Trânsito do intestino delgado
Normal: 3–8 horas
O trânsito rápido entrega excesso de substrato ao cólon, piorando a fermentação. O trânsito lento favorece o supercrescimento bacteriano.
Trânsito colônico
Normal: 18–59 horas
A inércia colônica em relação à constipação de trânsito normal exige um manejo diferente. Essa distinção requer dados de trânsito.
Indicações Comuns

Pacientes com constipação crônica, náusea, saciedade precoce, distensão sem explicação, ou hábitos intestinais que não responderam a mudanças na dieta. Também indicado quando os achados de SIBO sugerem um componente de motilidade subjacente que explica sua recorrência.

Exame Diagnóstico 04

Manometria de Alta Resolução

Mapeamento de Pressão Esofágica e Anorretal
Classificação de Chicago v4.0
Topografia de Pressão de Alta Definição

A manometria mapeia a mecânica muscular do trato gastrointestinal em tempo real, capturando eventos de pressão coordenados que a imagem, a endoscopia e os testes respiratórios não conseguem detectar.

Método
Cateter de sensores de pressão de alta resolução
Duração
45–90 minutos por região
Regiões avaliadas
Esôfago (com EEI), Anorreto (EAE, EAI, puborretal)
Classificação
Chicago v4.0 (esofágica); baseada em Roma IV (anorretal)

A manometria de alta resolução utiliza um cateter revestido de sensores de pressão bem próximos entre si para gerar uma imagem contínua e espacialmente detalhada da atividade de pressão. O resultado mostra não apenas se os músculos estão se contraindo, mas onde, em que sequência, com que força, e se os esfíncteres respondem adequadamente.

Manometria Esofágica
Distúrbio
Apresentação
Acalasia (Tipos I–III)
Relaxamento prejudicado do EEI, peristalse ausente. Disfagia progressiva, regurgitação, desconforto torácico.
Obstrução do Fluxo de Saída da JEG
Pressão elevada do EEI com relaxamento incompleto. Sobrepõe-se clinicamente à acalasia; distinguida pelo padrão.
Esôfago Hipercontrátil
Força de contração marcadamente elevada. Dor torácica e disfagia que podem simular sintomas cardíacos.
Peristalse Inefetiva
Falha na contração coordenada. Associada a refluxo, regurgitação, depuração esofágica lenta.
Manometria Anorretal

A manometria anorretal avalia as relações de pressão e a coordenação entre os esfíncteres anais interno e externo, o músculo puborretal, e o reto. Identifica a defecação dissinérgica, uma contração paradoxal do assoalho pélvico durante o esforço evacuatório que está entre as causas mais comuns, e mais frequentemente não diagnosticadas, da constipação crônica. A imagem não a captura. A manometria sim.

Indicações Comuns

Esofágica: pacientes com disfagia persistente, dor torácica sem explicação, ou refluxo que não responde à terapia padrão. Anorretal: pacientes com constipação crônica, particularmente com esforço evacuatório e evacuação incompleta, ou dor anorretal sem explicação por colonoscopia ou imagem.

Como Selecionamos os Exames

Esses exames são mais informativos quando interpretados em conjunto.

Um teste respiratório para SIBO e um estudo de motilidade fazem parte da mesma conversa. O trânsito lento do intestino delgado cria condições que tornam mais provável que o supercrescimento bacteriano se estabeleça e persista. Tratar o SIBO sem entender o panorama do trânsito pode produzir melhora temporária seguida de recorrência.

É por isso que todo atendimento começa com uma consulta inicial detalhada. Seu histórico de sintomas e o padrão da sua apresentação determinam qual combinação de exames produz o panorama mais completo e útil, tanto para você quanto para o médico que irá tratá-lo.

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